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martes, 21 de julio de 2009

Nuevo presidente define prioridades de organización estudiantil


(PL) El presidente de la Unión Nacional de Estudiantes (UNE), Augusto Chagas, aseveró que la reforma universitaria, reglamentar la media entrada y reconstruir la sede en Río Janeiro constituyen hoy las prioridades de la organización.

Electo en la sesión final del 51 Congreso de la UNE, que concluyó anoche en el capitalino Gimnasio Nilson Nelson, el nuevo presidente de la entidad estudiantil sostuvo que la reforma universitaria fue considerada por los delegados como la misión principal.

Entre los puntos destacados de esa legislación, Chagas mencionó la prohibición del capital extranjero en el sistema educacional brasileño y una mayor autonomía de los alumnos de las universidades particulares, porque -indicó- ellos no tienen voz ni derecho a voto en la selección de sus representantes internos.

Sobre la reconstrucción de la sede de UNE en Río de Janeiro, incendiada por la dictadura militar (1964-1985), refirió que recientemente recuperaron el terreno donde radicaba y añadió que el proyecto del predio a erguir ya está concluido y fue donado por el afamado arquitecto brasileño Oscar Niemeyer.

Explicó que el diseño incluye una torre comercial con un centro cultural en el fondo del terreno y agregó que el valor de la obra es de unos 30 millones de reales, poco más de 15 millones de dólares, al cambio actual.

En cuanto al pago de media entrada por parte de los universitarios en los eventos culturales, el dirigente estudiantil adelantó que la UNE pretende establecer un marco regulatorio, porque actualmente no existe un mecanismo para saber quién tiene derecho a ese beneficio.

Apuntó estar en contra de un proyecto legal, ya aprobado por el Senado Federal, que propone una cuota de 40 por ciento de la billetería de cada espectáculo para beneficio de los universitarios.

La candidatura de Chagas, por el movimiento Avanzar en los cambios, ligado al Partido Comunista de Brasil (PCdoB) y con el apoyo de representantes de los partidos de los Trabajadores, del Movimiento Democrático Brasileño, del Laborista Brasileño y del Socialista Brasileño, se impuso a otras tres propuestas.

Chagas resulta el décimo presidente consecutivo de agrupaciones ligadas al PCdoB, tiene 27 años y cursa Sistema de informaciones en la Universidad de SAo Paulo, después de haber estudiado Ciencias de la computación en la Universidad Estatal Paulista de Río Claro y Derecho en las Facultades Metropolitanas Unidas, sin graduarse.

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jueves, 16 de julio de 2009

Comienza 51 congreso de la Unión Nacional de Estudiantes de Brasil



Brasilia, 16 jul (PL) Con la asistencia de unos seis mil 500 delegados comienza hoy el 51 congreso de la Unión Nacional de Estudiantes (UNE), que durante cuatro días discutirá las asuntos que más preocupan a los universitarios brasileños.

A la sesión inaugural del encuentro debe asistir el presidente Luiz Inácio Lula da Silva, primer mandatario brasileño invitado a un congreso de esa organización estudiantil, creada en 1937 y reconstruida en 1979, luego de tener que pasar a la clandestinidad buena parte de la época de la dictadura militar (1964-1985).

Precisamente, este miércoles, la Cámara de Diputados realizó una sesión solemne para recordar el trigésimo aniversario del resurgimiento de la UNE, una de las mayores organizaciones de su tipo del mundo.

Al intervenir en el acto, la presidenta de la UNE, Lucia Stumpf, sostuvo que a los largo de estos 30 años mucho se ha hecho para avanzar en los derechos y conquistas de la juventud brasileña, por lo cual no cayeron en vano aquellos que lucharon contra la dictadura.

"Estamos aquí para decir que aquellos que lucharon contra la dictadura militar se hacen presentes en las conquistas por la expansión de la universidad pública, subrayó.

Durante los cuatro días de trabajo, que concluirán el domingo con la elección de la nueva directiva de la UNE, los seis mil 500 delegados al Congreso, en representación de casi 65 mil universitarios brasileños, participarán en mesas redondas, debates en plenaria, caminatas y actividades culturales, entre otras.

El primer día de trabajo comenzará con un encuentro del presidente Lula y de la ministra jefa de la Casa Civil, Dilma Roussef, con estudiantes del Programa Universidad Para Todos, considerado por el Comité Organizador como una gran victoria para esos educandos y para la UNE, que siempre lo defendió.

En la tarde, los participantes en el Congreso efectuarán una caminata bajo el lema de "En defensa del petróleo y de PETROBRAS".

Uno de los temas que más han comentado previo al congreso es que parte de los beneficios de la explotación de los hidrocarburos descubiertos a grandes profundidades deben ser destinados a la educación.

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viernes, 24 de abril de 2009

Encontro da Coordenação do Cone Sul reúne movimento estudantil latino-americano



A reunião da Coordenação do Cone Sul, que reúne diversas entidades do movimento estudantil latino-americano, aconteceu, em Montevidéu, nos dias 18 e 19 de abril, na Faculdade de Engenharia da Universidade de la Republica e na sede da Federação de Estudantes Universitários do Uruguai (FEUU).

Na pauta da reunião estavam os seguintes temas: Crise Econômica, CMES e consultiva da OCLAE. Estiveram presentes as seguintes entidades: pelo Brasil, UNE e UBES; a Argentina FUA, e pelo Uruguai, a anfitriã FEUU. Foram mobilizados representantes do Chile e Paraguai que justificaram as ausências e assumiram o compromisso de participação do próximo encontro da Coordenação.

Todos assumiram o compromisso de ter reuniões periódicas das entidades da região para debates mais aprofundados sobre a situação política, cultural e econômica de cada país, pois o entendimento geral é que o compromisso com a integração só se dará com trocas permanentes de conhecimentos da realidade de cada entidade e do seu povo.

Segundo o Diretor de Relações Internacionais da FUA, Gabriel Merino, "a Luta de integração passa pela compreensão dos problemas da região como, por exemplo, a Reforma Universitária que queremos. Ela precisa levar em consideração as particularidades e similaridades, pois sem conhecer fica impossível propor", disse.

Concordando com a opinião de Gabriel, o membro do colegiado executiva da FEUU Federico Krelmerman falou da necessidade de ampliação da participação de estudantes de outros países do Cone sul. "A FEUU, como Coordenadora dos trabalhos do Cone Sul, continuará insistindo na presença de estudantes, não só do Chile e Paraguai, como fizemos para essa reunião, mas também de todos os outros, pois a integração que queremos não exclui ninguém", pontuou.

O clima geral foi de muita convergência e a avaliação da atividade, feita por todos os participantes, foi positiva. Para Alcides Leitão (Jesus), diretor de Relações Internacionais da UNE, "o encontro cumpriu o papel e sinalizou novo momento para o movimento estudantil da região".

"Penso que a aprovação de dois documentos distintos, com o consenso estabelecido, e o debate do mais elevado nível que foi realizado apontam perspectivas de ampliação de participação e diversificação de pautas, aprofundando temas que vão além do debate meramente conjuntural. Isso nos deixa cheio de esperanças de uma nova etapa de muita unidade e luta do trabalho da OCLAE no Cone Sul", finaliza Jesus.

Veja no link abaixo os documentos aprovados na reunião
http://www.ujs.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=260:documentos-aprovados-na-reuniao-da-oclae&catid=38:ultimas&Itemid=100

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sábado, 11 de abril de 2009

DS propõe que juventude do PT e UJS façam aliança na UNE


Em artigo assinado por Joaquim Soriano, secretário de Formação Política do PT, e Rafael Chagas, diretor da UNE, a corrente Democracia Socialista avalia avanços na gestão da União Nacional dos Estudantes, propõe desafios para o movimento estudantil no próximo e convoca a juventude petista a "fortalecer o campo democrático e popular" na entidade.

Leia a seguir a íntegra do artigo
Unidade da esquerda na UNE


A década de 90 foi marcada pela resistência do movimento social ao neoliberalismo no Brasil. Nesse período de propaganda do Estado Mínimo e de privatização, as universidades públicas eram sucateadas, ao mesmo tempo em que havia um processo desenfreado de abertura de faculdades privadas e sem qualidade. Essa era a política educacional do governo FHC.

A vitória eleitoral de Lula trouxe a possibilidade de efetivar uma agenda pós-neoliberal no Brasil e na América Latina. Mais de 6 anos depois, permanece atual a tese de que, para essa agenda se concretizar, é decisiva a atuação dos movimentos sociais. Mais que isso, é preciso formulação e mobilização para avançar na superação do projeto neoliberal.

A agenda do movimento estudantil

Essas possibilidades abertas fizeram com que as políticas adotadas pela União Nacional dos Estudantes fossem produto de um grande grau de unidade entre as juventudes do PT, do PCdoB , PSB.

Ao longo da atual gestão da entidade, suas resoluções políticas expressaram um ponto de vista comum, especialmente na crítica à política econômica executada pelo Banco Central. Outra demonstração do papel que essa unidade desempenha se deu no Coneb (Conselho Nacional de Entidades de Base) deste ano, que reuniu cerca de mil estudantes universitários. Lá, essas juventudes partidárias elaboraram e aprovaram o projeto de reforma universitária da UNE e destacaram, através de um manifesto, a necessidade de uma outra política econômica para superar a crise internacional atual garantindo os direitos da classe trabalhadora.

Esses posicionamentos encontram forte oposição nos setores que combatem o governo Lula por entender que ele “aprofunda as políticas neoliberais no Brasil”. A unidade do campo que o PT integra resultou no isolamento dessa opinião dentro da UNE e numa maior capacidade nossa de diálogo com os estudantes.

Outras pautas importantes impulsionadas pela JPT foram incorporadas com centralidade pela UNE. A luta feminista, a luta anti-racista, o debate de saúde, entre outros, são exemplos. Isso ampliou o horizonte da entidade, levando-a a ultrapassar os muros das universidades e lhe conferindo uma referência mais abrangente.


A agenda para a próxima gestão da UNE coloca três desafios:

1- O processo de Conferência Nacional de Educação, espaço privilegiado para a disputa em torno de um modelo de educação, buscando alterar estruturalmente o que temos hoje.

2- A disputa de projetos que travaremos nas eleições de 2010, que já tem seu início no enfrentamento da crise econômica mundial;

3- Democratizar a UNE para que ela possa estar à altura desses desafios.


A unidade da JPT com as demais juventudes que atuam na mesma direção no movimento estudantil é importante para que possamos derrotar aqueles que entendem a educação como mercadoria e impedir a volta do projeto neoliberal em 2010. Da mesma forma, os estudantes petistas devem apresentar um programa capaz de democratizar as estruturas da UNE, inclusive para que as diferentes forças que compõem esse campo tenham a possibilidade de interferir de fato nos rumos gerais da entidade.


O embate que vem aí

A direita mantém o discurso neoliberal de corte de gastos públicos, redução de direitos trabalhistas e prevalência do privado sobre o público como respostas para a crise. A disputa está lançada, e a UNE deve estar mobilizada para esse enfrentamento.

O embate político entre projetos, certamente, dar-se-á também nas universidades e nas ruas. A idéia de que é necessário assegurar uma forte presença do Estado, inclusive na educação, estão de pleno acordo com a proposta de Reforma Universitária da UNE. Esse enfrentamento precisa ser organizado com o fortalecimento das nossas propostas e mobilização.

Nossa agenda política deve incluir o debate sobre a crise, e o tom deve ser o de jogar a direita na defensiva, responsabilizando-a pelos resultados que o projeto político implementado por ela durante todos esses anos trouxe ao mundo. A consolidação do Campo Democrático e Popular na UNE favorece a construção desse cenário.

A partir do balanço das políticas apresentadas pela UNE no último período e da perspectiva de construção futura, a JPT, no próximo Congresso da UNE, precisa fortalecer o campo democrático e popular (PT, PCdoB, PSB), já que essa unidade, num plano mais geral, acumula força para a construção de um projeto democrático e socialista para o Brasil.

Mais do que se integrar a esse processo, a JPT deve ser protagonista na construção de um campo político, na UNE, afinado com a defesa do nosso projeto nacional e da necessidade de fazê-lo avançar.

Rafael Chagas é diretor da UNE, Joaquim Soriano é secretário Nacional de Formação Política do PT e da Executiva Nacional do partido.


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viernes, 27 de marzo de 2009

30 de Março: a juventude não vai pagar pela crise


Nesta segunda feira, 30 de março, os movimentos sociais ocuparão as ruas nos quatro cantos do país para dar o recado: "Essa crise não é nossa! Queremos mais investimentos!". Por indicação de plenária realizada no Fórum Social Mundial, em diversas outras nações acontecerão atividades semelhantes.

A Jornada de Lutas unificada - que envolverá entidades juvenis e estudantis, centrais sindicais, trabalhadores rurais, entidades das lutas emancipatória e antirracista - apresentará uma pauta popular para enfrentar os efeitos da crise capitalista.

"Os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade estarão unidos contra a crise e as demissões, por emprego e salário, pela manutenção e ampliação de direitos, pela redução dos juros e da jornada de trabalho sem redução de salários, pela reforma agrária e em defesa dos investimentos em políticas sociais", diz o texto de convocação do ato unificado.

UJS na linha de frente

A União da Juventude Socialista deve participar de maneira destacada desses atos. Segundo Marcelo Gavião, presidente da nacional da entidade, milhares de jovens socialistas irão engrossar as manifestações.

"Vamos mobilizar toda a nossa militância para esses atos. A situação é grave e não permitiremos que a juventude seja chamada a pagar a conta de uma crise que não é nossa, que foi fabricada pelos especuladores e pelos países ricos", disse.

Gavião também alerta para a necessidade de unir forças para melhor resistir à tormenta. "É hora de união dos movimentos sociais para enfrentar o interesse dos poderosos, que causaram a crise e querem jogar o problema nas costas do povo. Por isso, saudamos a manifestação unitária como um passo importante para resistir e reivindicar uma saída da crise que não penalize o povo".

De São Paulo,

Fernando Borgonovi

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sábado, 14 de marzo de 2009

UJS convoca e divulga programação do Encontro Universitário


Após o Conselho Nacional de Entidades Gerais (CONEG) da UNE, a UJS realizará, nos dias 23 e 24 de março, em São Paulo, o seu Encontro Nacional de Universitários, cujo objetivo é discutir a história de 25 anos de construção da UJS no movimento estudantil universitário e seu projeto estratégico para essa frente, além de preparar a militância para o 51º Congresso da UNE.

"Não queremos encarar esse como mais um Congresso. Nosso objetivo é construir a maior mobilização já feita para um Congresso da UNE. Consideramos que apenas assim, sem burocratismos, com muito convencimento político e muita disposição, estaremos a altura de enfrentar os desafios apresentados por uma conjuntura tão complexa, em que convivem uma grave crise econômica mas também grandes possibilidades de avanços para o país", diz Márcio Cabral, diretor de movimento estudantil universitário da UJS.

A taxa de inscrição para o Encontro será de R$15 e cobrirá os custos de alojamento e transporte interno dos participantes, ficando a alimentação a cargo de cada um. Cada militante inscrito ganhará a carteira nacional de militante 2009, que será lançada no evento.

Confira abaixo a programação do Encontro Nacional de Universitários da UJS:

23/03 - segunda-feira

9 horas – Capitalismo em crise e a nova luta pelo socialismo
Painelista: Renato Rabelo (Vice-Presidente da UNE gestão 1966/1967 e atual Presidente do Partido Comunista do Brasil)

12 horas – Almoço

14 horas – Enfrentar a crise – o papel do movimento juvenil brasileiro
Painelistas: Danilo Moreira (Diretor da UNE nas gestões 1999/2001 e 2001/2003), atual Presidente do Conselho Nacional de Juventude – Conjuve; Marcelo Brito (Gavião) Presidente Nacional da UJS

16 horas – Debates em Grupos

18 horas – Jantar

19 horas – Os 25 anos da construção da UJS no movimento estudantil
Painelista: Ricardo Abreu (Alemão) – Diretor da UNE nas gestões 1989/1991 e 1991/1992; ex-Presidente Nacional da UJS
Debatedores: Waldemar Manoel Silva e Souza (Vice-Presidente da UNE 1989/1991) e Julio Vellozo (Diretor de Movimento Estudantil da UJS de 2003 a 2007)

21 horas – Atividade Cultural


24 de março - terça-feira

9 horas – Da unidade vai nascer a novidade – o Projeto Estratégico da UJS no movimento universitário
Debatedores: Lúcia Stumpf – Presidenta da UNE e Márcio Cabral – Diretor de Movimento Universitário da UJS

10:30 horas – Debates em Grupos

12 horas – Almoço

14 horas – Plano de Ação da UJS para o movimento universitário
Apresentação: André Tokarski – coordenador do Coletivo da UJS na UNE
Debate em Plenário

18 horas – Encerramento

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jueves, 5 de marzo de 2009

11/03: UBES prepara blitz no Senado pela Reserva de Vagas



A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas prepara uma blitz, no Senado, pela aprovação imediata do projeto de Reserva de Vagas. A proposta, aprovada no final de 2008 na Câmara, estabelece cotas de 50% das vagas nas universidades federais para alunos egressos de escolas públicas, observando percentuais de negros e índios por estado. Ainda é prevista a destinação de metade das matrículas reservadas para aqueles que vierem de famílias com até 1,5 salário mínimo per capta, a achamada "cota social".

A Reserva de Vagas é uma bandeira cara ao movimento estudantil e desde meados da década de 1990 tramitava no Congresso Nacional. A novidade é que, finalmente aprovada pelos deputados, depende apenas do parecer dos senadores para ir à sanção presidencial.

Diante da oportunidade histórica, os estudantes já começam a se movimentar. No dia 11 de março, a ideia é ocupar os corredores do Senado com lideranças da UBES e de entidades estaduais, municipais e grêmios de todo o país para dialogar com os parlamentares afim de sensibilizá-los para a reivindicação.

Ismael Cardoso, presidente da UBES, está confiante de que a vitória é possível, mas alerta que também haverá reações contrárias. "Foram muitos anos de luta dos estudantes para que conseguíssemos chegar até aqui e não vamos fraquejar agora. Essa blitz que realizamos é para mostrar aos senadores que estudantes de todo o país estão ansiosos pela aprovação da Reserva e vigilantes para a posição de cada um deles. Sabemos que as reações contrárias vão existir, mas estamos preparados para lutar ainda mais e conquistar essa bandeira".

As entidades também vão lançar um abaixo-assinado para coletar apoios à proposta entre os próprios senadores, além de personalidades, intelectuais e, claro, estudantes. Ao final da atividade, acontecerá uma plenária entre as lideranças para preparar os desdobramentos dessa pauta e discutir a Jornada Nacional de Lutas, convocada para a semana que vai de 28 de março a 4 de abril.

"A mobilização do dia 11 será o ponto de partida para uma série de atividades que ocorrerão em todo o país, culminando com a grande Jornada Nacional de Lutas de março. Vamos colocar muita gente na rua para avançar a educação em nosso país", diz Osvaldo Lemos, diretor da UBES.

De São Paulo,
Fernando Borgonovi


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sábado, 28 de febrero de 2009

Projeto que reduz maioridade penal poderá ser votado no senado em 2009


Fernando Borgonovi

Volta e meia é reaberto o debate sobre a maioridade penal, via de regra sob a ótica conservadora que pretende diminuir a idade mínima dos atuais 18 anos. No ano de 2009, essa pauta deve ressurgir pelas mãos do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que tem substituivo sobre o tema pronto para ir ao plenário.

A proposta do senador torna penalmente responsáveis os jovens entre 16 e 18 anos que tenham consciência ou "plena capacidade" de entendimento sobre o ato ilícito cometido. No caso, se condenado, o jovem ficaria recluso em local distinto dos detentos com mais de 18.

Patrícia Saboya, senadora pelo Ceará (PDT), é contra a proposta justamente por considerar que a juventude representa parcela vulnerável da população e tem, na grande maioria da vezes, suas necessidades e direitos subjugados. "Eu não posso condenar as crianças porque o Estado brasileiro não cumpriu suas responsabilidades. A sociedade está com razão quando quer tranquilidade, mas asseguro, com minha experiência, que a redução da maioridade não é solução", diz.

E a depender das propostas de alguns parlamentares, a senadora não exagera quando fala em condenar "crianças". A PEC 90/03, por exemplo, do senador Magno Malta (PR-ES), quer tornar sujeitos à punição penal os maiores de 13 anos. Esse projeto é um dos cinco sobre o tema que foram juntados no substitutivo apresentado por Demóstenes.

Curioso é o fato de que ganha relevo nesse debate, sempre, o delito praticado pelo jovem e nunca o frequente descumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente por parte dos adultos e dos governos.

Os excelentíssimos senadores logo buscam a claridade dos holofotes para denunciar quando algum "menor" comete um crime, pois se aproveitam da comoção gerada para buscar dividendos políticos. Porém, são poucas as vozes que se levantam para combater a violência policial que vitima milhões nas periferias, a péssima qualidade da educação ou a falta de oportunidades para os jovens, camada mais afetada pelo desemprego.

É necessário que as entidades do movimento juvenil, conselheiros tutelares, entidades ligadas à defesa dos direitos da criança e do adolescente e parlamentares progressistas estejam preparados, desde já, para desmascarar as propostas que visam criminalizar a juventude brasileira.


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